sexta-feira, 6 de abril de 2012

Posso entrar?

04/04/2012
Bom gente nesse exato momento estou com o coração saindo pela boca e como escrever me ajuda a ter calma vamos lá..
O vôo para Paris foi ótimo.. Poucas turbulências e eu dormi quase o tempo todo, nem vi o tempo passar.
Porém quando cheguei no aeroporto Charles-de-Gaulle começou a tortura.
Eu e mais duas meninas que também viajavam sozinhas e devem regular de idade comigo fomos barradas, tivemos que responder MTAS perguntas repetidas vezes, mostrar dinheiro, documentação e agora estamos sentadas no Posto da Policia para ver o que vai acontecer..

STOP... Me chamaram! 

1 HORA DEPOIS...  
Tive que responder todos questionamentos novamente, mas dessa vez em português. Falei com uma tradutora pelo telefone, que foi super gentil, bem diferente do policial que estava me tratando como uma favelada.
Eu tinha toda documentação da aiesec em mãos, dinheiro, passagens de ida e volta, sabia responder todas perguntas e me esforcei ao máximo para não demonstrar o nervosismo (acho que usei as mesmas técnicas de quando fui apresentar meu tcc.. hauhauah).
Não tinha o que dar errado, né?! É.. mas na hora da um medo! Se a pessoa não tem bem certeza das respostas se embaralha, eles são foda. (Desculpa a palavra, mas não achei outra que descrevesse melhor)
No final eu já estava pensando, que se não desse certo azar.. eu já estou morta de saudade da minha família e dos meus amigos mesmo, qualquer coisa volto para casa antes. Não era o plano inicial e obvio que ficaria frustrada, mas tb não seria o fim do mundo.
Deixei rolar.. Eu confio nos caminhos da vida.Enfim fui liberada.. Quando o policial devolveu meu passaporte carimbado tive uma sensação de alivio que não sei descrever.
Acredito que as duas meninas não tiveram a mesma “sorte” que eu.
Uma delas ia para Alemanha e outra ia ficar aqui na França mesmo. O policial perguntou se a primeira falava alemão e ela respondeu positivamente, então ele mandou que ela falasse e ao invés de falar ela perguntou o pq... O policial só olhou para o outro que estava mais distante e deu uma risada de deboche.
Entendi aquele olhar e aquela risada como um grande problema para ela, fiquei com pena, mas óbvio que não pude fazer nada né, afinal estava salvando a minha pele tb..   
Aaaaa, deixa eu contar para vcs a esnobada que o policial quis me dar e se deu mal... Ele perguntou o que eu ia fazer em Coimbra e eu respondi que ia trabalhar com crianças em um projeto que visa minimizar o preconceito com as pessoas portadoras de necessidades especiais. Ele disse que meu inglês não era tão bom assim para trabalhar em uma escola eu só respondi que isso não tinha problema, pois em Portugal se fala português, assim como no Brasil! Ele nem falou nada, só continuou olhando a papelada! Hauhauhauahuah
Ai ai .. Enfim deu tudo certo.
Vamos para Lisboa? =)
OBS.- Como sempre disse pra Ana Paula, minha colega de faculdade, eu preciso de emoções fortes, senão a vida perde a graça! É agora to fazendo piada, mas na hora tava bem apavorada! Ahuahuahuah

BEIJOS!

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